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STF autoriza primeira operação com base em delação de executivos da Odebrecht

A nova fase da Operação Lava Jato deflagrada na manhã desta terça-feira, 21, usa trechos das delações de 78 executivos da Odebrecht, que foram homologadas em 30 de janeiro. Essa é a primeira operação cumprida a partir de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) com base no que foi delatado pelos executivos da Odebrecht. A operação foi autorizada pelo Supremo por envolver alvos ligados a autoridades com foro privilegiado. As revelações de ex-executivos da empreiteira podem ser usadas não só para pedir novas investigações ao STF, como a Procuradoria-Geral da República fez na semana passada, como também para pedir medidas em inquéritos que já estão em andamento. Na última semana, a PGR enviou ao Supremo 320 pedidos com base nas delações da empresa – entre elas 83 solicitações de novos inquéritos. O material ainda precisa ser analisado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Os alvos desta etapa não são políticos, mas pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Valdir Raupp (PMDB-RO), Humberto Costa (PT-PE) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). São cumpridos mandados em Recife, Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e Maceió. São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Em Pernambuco, dois alvos são Mário Barbosa Beltrão, empresário ligado ao senador Humberto Costa, e Sofia Beltrão. Mário Beltrão foi citado na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, em 2014. Segundo o delator, Humberto Costa recebeu R$ 1 milhão do esquema de propinas e corrupção na Petrobrás para sua campanha em 2010. O ex-diretor da estatal disse que o dinheiro foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, amigo de infância do petista e presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra). O material apreendido deve ser levado para análise em Brasília. Em agosto de 2016, a 33ª fase da Lava Jato – autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro – investigou alvos de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro em Pernambuco. Na ocasião, o alvo foi a construtora Queiroz Galvão e os executivos ligados à construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide foram presos. A assessoria de Renan informou que nenhuma pessoa que trabalha com ele em Brasília ou em Alagoas foi alvo de buscas.
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