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Produtos da agricultura familiar baiana são reconhecidos internacionalmente

Agricultores familiares baianos comemoram a participação no Terra Madre, maior evento internacional dedicado à cultura alimentar, promovido pelo Slow Food, na cidade de Turim, na Itália, que recebeu a visita de mais de 200 mil pessoas, de 160 países.


Nove empreendimentos que participaram do Terra Madre, com apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), foram reconhecidos por produzir alimentos que compartilham os princípios da rede Slow Food Terra Madre, dentro da filosofia do alimento bom, limpo e justo.

Receberam o certificado internacional a Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), com produtos derivados do umbu; Rede Central da Caatinga, com o maracujá da caatinga; Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba) e o Assentamento Dois Riachões, com o cacau cabruca; Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio), com o café; Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju), com o caju; Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), com o licuri e mel de mandaçaia; Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), com a banana; Quilombo Kaonge com o dendê e ostra e a Comunidade Indígena Kiriri com a mandioca.

Durante cinco dias, a programação foi composta por trocas experiências, workshops, seminários, painéis e rodas de negócios voltados para  o fortalecimento da agricultura familiar e acesso ao mercado.

"Experiência imprescindível para que as cooperativas da agricultura familiar da Bahia subissem mais um degrau na comercialização dos seus produtos, rumo ao mercado externo. O Terra Madre trouxe ensinamentos fundamentais e abriu perspectivas reais de vendas para a Europa dentro do comércio justo e sustentável, em franco crescimento em todas as partes do mundo", afirma o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias.

Mercado internacional
Brígida Salgado, presidente da Cooperbio, do município de Piatã, destacou que durante o Terra Madre foi possível articular uma rede de cafeicultores com representantes dos países Uganda, Angola, Moçambique e Índia. Ela também revelou que com os novos contatos foi possível “abrir uma porta” para comércio internacional: “Consegui fechar a venda de 40 sacas de café orgânico da Chapada Diamantina, com a empresa italiana Origini Caffe”.

Denise Cardoso, presidente da Coopercuc, participou de debate sobre a alimentação escolar e apresentou o trabalho da cooperativa  com os produtos derivados do umbu e maracujá da caatinga. “Após o evento fui procurada pela representante de uma empresa italiana que mostrou-se interessada nos produtos da Coopercuc e também na compra do umbu e do maracajá da caatinga in natura. Estamos estreitando a comunicação para assim conseguirmos fechar essa venda”.

Para a coordenadora do Slow Food Nordeste, Revecca Tapie, a delegação Bahia se destacou, representando não só o Estado, mas o nordeste brasileiro, com vários biomas, comunidades tradicionais e povos indígenas: “Tivemos a mata atlântica, caatinga, ecossistema do manguezal e quilombo. Os representantes das cooperativas que vieram mostraram, além da qualidade dos produtos, articulações em potencial de comercialização.  A continuidade de tudo isso se revelou, justamente, com o acordo de cooperação para que o Terra Madre Brasil possa acontecer na Bahia, de preferência em Salvador”.  



Fotos: André Frutuoso

Silvia Costa
Coordenadora de Comunicação
(71) 3115-3922









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Karoline Meira
Jornalista - Tel.: (71) 3115-3954/98736-8425 (tim)/99627-8571(vivo)
 



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