Planalto foi alertado pelo Centrão de que sofreria derrota se usasse votação do Fundeb para testar base


Líderes do bloco parlamentar chamado “Centrão” alertaram o ministro responsável pela articulação política, Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), de que o governo seria derrotado se insistisse em mudanças na proposta de emenda à Constituição (PEC) da renovação do Fundeb, fundo que financia a educação básica.

O recado foi claro: esse não era o momento adequado para testar a nova base de apoio na Câmara dos Deputados. Após um acordo costurado nesta terça-feira (21), o texto foi aprovado pelos deputados em primeiro e em segundo turno e agora segue para o Senado.

Ao blog, um líder influente do Centrão disse ter recebido nos últimos dias mensagens nas redes sociais de todas as partes do Brasil pressionando pelo aumento da participação da União nos recursos do Fundeb.

“Avisei ao pessoal do Planalto que se tivesse que votar, não teria como apoiar a proposta do governo”, disse esse deputado.

Em meio às pressões, o governo foi obrigado a recuar não só de tentar adiar a votação, mas também da ideia de destinar parte dos recursos do fundo para assistência social.

Diante da forte reação do setor educacional, o Planalto teve que ceder e ainda aumentou o aporte do governo no financiamento do Fundeb.

“Seria um erro tentar dar uma demonstração de força justamente nesta votação”, alertou outro deputado do Centrão.

Um deputado lembrou que o movimento foi semelhante ao que aconteceu na votação da criação do auxilio emergencial. O governo começou propondo pagar um benefício mensal de R$ 200. Ao fim da discussão, o valor da parcela foi fixado em R$ 600.
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