Com aportes da União e retomada pós-pandemia, estados têm maior caixa em 20 anos, diz Tesouro

 


As transferências feitas pela União nos primeiros meses de pandemia do novo coronavírus, somadas à recuperação de receitas próprias, levaram os estados a atingir o maior volume de recursos em caixa dos últimos 20 anos. A afirmação é da subsecretária de Relações Financeiras Governamentais do Tesouro Nacional, Pricilla Santana.


Pricilla comentou a situação dos governos estaduais nesta quarta-feira (4) em um debate por videoconferência promovido pela Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado.

"Da série que eu acompanho, de 2000 a 2020, é o maior patamar de caixa bruto dos estados. Os bichos estão ricos, vou lá pedir empréstimo", brincou a subsecretária. "A gente consegue enxergar que os estados, hoje, estão em situação melhor do que a União, em consequência do pós-pandemia."

Segundo Pricilla Santana, o Tesouro avalia que as ações de auxílio no primeiro semestre, autorizadas pelo Congresso Nacional, "ajudaram e compensaram os efeitos da pandemia".

O acúmulo de caixa "fora dos padrões" levanta duas hipóteses para o Tesouro, na visão da subsecretária: ou os estados não conseguiram gastar ainda o valor dos auxílios por "razões burocráticas", ou "não viram necessidade" de gastar o auxílio neste ano.


Em 2020, o governo federal está repassando mais de R$ 70 bilhões aos estados e municípios por conta do auxílio financeiro e pelas perdas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em decorrência da pandemia da Covid-19.

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