ANÁLISE: Bolsonaro tenta usar Pazuello como escudo para evitar desgaste

 


Com elevada reprovação da população na condução da pandemia de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro tem se escudado no ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para evitar um desgaste de imagem ainda maior.


Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 20 e 21 de janeiro, subiu de 42% para 48% o índice dos que acham o desempenho de Bolsonaro ruim ou péssimo no campo da pandemia, em relação ao levantamento de dezembro. Sua rejeição geral, no mesmo período, subiu de 32% para 40%.


Esse desgaste fica evidenciado em outro ponto da pesquisa: para 46% dos entrevistados, o governador João Doria (PSDB-SP) fez mais contra a pandemia do que Bolsonaro. Já 28% apontam o presidente como político mais empenhado na tarefa do que o tucano.


Há o reconhecimento no núcleo do Palácio do Planalto de que a demora na aquisição das vacinas por parte do governo federal e o colapso em Manaus e em outras cidades da região Norte evidenciaram na população a falta de ação na gestão da saúde.


Por isso, neste momento, a estratégia é tentar colocar Pazuello na linha de frente. No fim de semana, ele foi para Manaus sem previsão de volta, segundo informou o próprio Ministério da Saúde.


O pedido de investigação contra Pazuello por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo colapso em Manaus poupou Bolsonaro. Mas nas pesquisas, a estratégia do governo de poupar Bolsonaro não tem dado certo. A população tem identificado a responsabilidade do presidente na condução da pandemia.

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