CAMAROTTI: Bolsonaro quer cortina de fumaça para mansão do filho

 


Aliados do presidente Jair Bolsonaro ouvidos pelo blog reconhecem que o presidente tem um objetivo claro ao usar palavras duras e que chocaram a população ao criticar medidas de restrição em meio a recorde de mortes por Covid-19.


Na avaliação desses aliados, o método de Bolsonaro consiste em dividir ainda mais a sociedade com intenção eleitoral de conquistar apoio de um segmento da população que está em desespero pela falta de trabalho ou por que precisou fechar o negócio.


Até mesmo integrantes do governo, avaliam de forma reservada um erro na postura agressiva do presidente Bolsonaro. “Ao invés de dividir, seria o momento de unir a população para uma solução segura no enfrentamento da pandemia e conciliar esforços para vacinação”, reconheceu ao blog um auxiliar próximo.


Bolsonaro usou os termos "mimimi" e "frescura" ao criticar novamente as medidas adotadas diante da pandemia. Ele fez o comentário durante um evento de que participou nesta quinta-feira (4) em São Simão, sudoeste de Goiás, um dia após o estado ter registrado recorde de mortes pela doença.


"Vocês não ficaram em casa. Não se acovardaram. Temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?", disse o presidente.

Para aliados no Congresso Nacional, Bolsonaro ainda tinha um segundo objetivo ao usar termos fortes para chocar a população: criar uma espécie de cortina de fumaça para o desgaste político causado pela divulgação da compra por R$ 6 milhões de uma mansão no Lago Sul, de Brasília, pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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