Naufrágio no Oceano Atlântico: após 15 dias sem buscas, 3 corpos não foram identificados e 17 seguem desaparecidos



 O naufrágio no Oceano Atlântico de uma canoa com 24 brasileiros que partiu de forma clandestina da costa Norte do Amapá com destino à Guiana Francesa completa 18 dias nesta quarta-feira (15), sendo os 15 últimos sem buscas oficiais.


As forças de segurança francesas procuraram por náufragos e corpos durante dois dias, em 31 de agosto e 1º de setembro. A falta de respostas aumenta o drama das famílias daqueles que resolveram encarar o alto-mar atrás de uma vida melhor, mesmo que de forma ilegal.


Desde quando a embarcação afundou na noite de 28 de agosto, somente 4 sobreviventes (3 homens e 1 mulher) foram encontrados com vida em alto-mar, todos do lado francês.


Outros 3 tripulantes foram encontrados mortos, sendo os dois últimos em 8 de setembro, mas nenhum deles ainda teve o nome descoberto. O avançado estado de decomposição impede a rápida identificação, explicou a Polícia Federal (PF).

Sobre a identificação das vítimas, a PF explicou que a polícia francesa realizou na terça-feira (14) a autópsia do último corpo encontrado. Daí, o material será enviado para o Brasil com objetivo de comparação a ser feito no Instituto de Identificação Criminal (INI) da PF, situado em Brasília.


Em relação aos 4 sobreviventes, 3 seguem em Caiena, na Guiana Francesa e 1 está em Oiapoque, do lado brasileiro, cidade de onde partiu a canoa. Os nomes deles não foram informados.

A angústia fica maior a cada dia para os familiares que seguem sem respostas. As buscas pelo governo francês foram feitas em apenas dois dias e depois suspensas.

Em Oiapoque, parentes foram atrás de apoio. A prefeitura ofereceu psicólogos e assistentes sociais para orientar os familiares. Mesmo assim, eles pedem apoio político para solicitar ao governo francês que retome a procura em alto-mar.

A deputada estadual Cristina Almeida, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), reuniu com o prefeito da cidade e a Defesa Civil. Ela apontou as ações para identificação das vítimas.

Naufrágio e resgate

Em comunicado, a prefeitura da região da Guiana Francesa detalhou que a operação de resgate no mar foi iniciada depois que uma embarcação encontrou uma mulher agarrada em uma boia.


Ela estava no canal de acesso ao porto de Kourou, do lado francês, e contou, segundo a nota, que estava à deriva depois que a canoa em que ela estava naufragou na noite de 28 de agosto.

Foram destinadas à região um helicóptero e embarcações especializadas "para procurar possíveis náufragos em uma ampla faixa costeira de Caiena a Sinnamary", cidades que ficam distantes 100 quilômetros uma da outra.


As buscas foram feitas por dois dias. Com a decisão do governo francês de suspender as buscas, um grupo de voluntários resolveu procurar desaparecidos por conta própria em alto-mar. O Ministério Público de Caiena abriu um inquérito policial judicial, confiado à Brigada Marítima de Caiena.

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