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Em conferência internacional, ministro da Defesa diz que respeita carta interamericana de afirmação da democracia

 


O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, disse nesta terça-feira (26) que respeita a Carta Democrática Interamericana. Em linhas gerais, a carta determina que a democracia deve ser a forma de governo de todos os países das Américas, que devem assumir o compromisso de fortalecer o sistema na região.


Nogueira fez um breve discurso na abertura da 15ª Conferência de Ministros da Defesa das Américas, realizada neste ano em Brasília.


"Da parte do Brasil, manifesto respeito à carta da organização dos estados americanos, oea, e a carta democrática americana, e seus valores, princípios e mecanismos", afirmou o ministro brasileiro.


A expectativa é que, após a conferência, os ministros assinem a "Declaração de Brasília". O documento deverá reforçar o apoio à "Carta Democrática Interamericana e seus valores, princípios e mecanismos".


A Carta Democrática Interamericana diz em seu artigo de abertura: "Os povos da América têm direito à democracia e seus governos têm a obrigação de promovê-la e defendê-la".

Falas no Congresso

Em audiência na comissão de Relações Exteriores da Câmara, no dia 14 de julho, o ministro da Defesa afirmou que o sistema eletrônico de votação “precisa sempre de aperfeiçoamento”, mas negou que as Forças Armadas coloquem em dúvida o processo eleitoral.


As Forças Armadas integram a Comissão de Transparência das Eleições. O órgão foi criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro do ano passado para discutir medidas que possam ampliar ainda mais a transparência e a segurança das eleições.


O presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, vem levantando suspeitas sem provas sobre a urna eletrônica, afirmando que não são auditáveis — embora sejam — e defendendo a aplicação de voto impresso, considerado um retrocesso pela Justiça Eleitoral.


No Senado, cercado de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, Nogueira chancelou a apresentação de um técnico da pasta que levantou suspeitas sobre a segurança das urnas.


Ele elogiou a fala do deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-PR), que questionou o sistema eletrônico de votações e disse que “não deixaria de receber” um ativista que, ao cobrar a contagem pública dos votos nas eleições deste ano, pedia acesso ao ministério para apresentar alguns dados.

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