Professor Osaná Macedo alerta para os impactos da reforma administrativa na valorização e nas condições de trabalho dos educadores baianos.
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| TEXTO www.falavoce.com.br |
Durante entrevista ao programa Falando Francamente nesta quarta (14), o professor da Uneb Guanambi e coordenador jurídico da ADUNEB, Osaná Macedo, alertou para os riscos e impactos da reforma administrativa que tramita no Congresso Nacional. A proposta, segundo ele, representa uma ameaça não apenas aos servidores públicos, mas também à qualidade dos serviços prestados à população.
“A reforma não é ruim só para o servidor. Se ela é ruim para o servidor, é ruim também para a sociedade, porque uma coisa está diretamente ligada à outra”, afirmou Macedo.
O professor explicou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 38/25) — originária da antiga PEC 32, apresentada no governo anterior — traz mudanças profundas nas regras do funcionalismo, com retirada de direitos históricos, quebra da estabilidade, extinção de cargos públicos e ampliação da terceirização.
Segundo ele, o discurso de “modernização do Estado” e “corte de privilégios” esconde uma tentativa de fragilizar o serviço público e abrir espaço para indicações políticas e privatizações.
“Eles dizem que é para cortar privilégios, mas não incluem o alto escalão. Deputados continuam recebendo salários e auxílios altíssimos, enquanto tentam retirar direitos de quem trabalha diretamente com a população”, criticou.
Osaná destacou que a proposta pode comprometer pilares essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, além de prejudicar o acesso da juventude a empregos públicos, com a suspensão de concursos e o avanço das contratações temporárias.
“Vai comprometer a empregabilidade dos nossos jovens. Estamos formando alunos sem perspectiva, porque o ingresso no serviço público passará a depender de indicações políticas, e não de mérito”, alertou.
O professor também apontou que a mobilização das categorias tem surtido efeito, com deputados retirando apoio ao projeto, temendo o desgaste político em ano eleitoral. No entanto, ele ressaltou que a pressão precisa continuar:
“Quanto mais as pessoas se informarem e ocuparem espaços de fala, melhor. As lutas estão surtindo efeito, mas a sociedade precisa entender que essa reforma atinge a todos, não apenas os servidores.”
Encerrando a entrevista, Osaná fez um apelo à população: “Peço aos ouvintes que busquem informações, leiam o texto da PEC 38/25 e não fiquem apenas na dinâmica das redes sociais. O que está em jogo é o futuro do serviço público e o direito de todos a um atendimento digno.”



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