Subir a Montanha MĆ”gica jĆ” Ć©, por si só, uma experiĆŖncia Ćŗnica. Mas quando a subida acontece Ć noite, tudo ganha um tom ainda mais especial. Ć algo difĆcil de explicar (só vivendo a aventura no meio da escuridĆ£o para entender) a intensidade do momento.
Entre o silĆŖncio da madrugada, os sons da mata e os medos naturais que a noite traz, encarar a montanha se torna um verdadeiro desafio. E a recompensa vem logo depois: o espetĆ”culo inesquecĆvel do nascer do sol.
Na madrugada de sÔbado para domingo, 31 aventureiros (entre eles alguns novatos) aceitaram o desafio. Mesmo sendo a quarta edição da caminhada noturna, a sensação se renova a cada subida. Ao alcançar o topo da serra, o grupo se depara com um cenÔrio marcante: Ibicaraà pulsando luzes ao fundo, como se acompanhasse, à distância, cada passo dado.
Pouco tempo depois, o céu começa a mudar de cor, anunciando um novo dia. Ao longe, as cidades de Barro Preto e Itabuna parecem piscar, compondo um cenÔrio que emociona e convida à contemplação. Só quem participa consegue traduzir a grandiosidade desse momento.
O percurso segue entre descidas e subidas, passando por nascentes, trechos de mata fechada e roƧas de cacau, um verdadeiro mergulho na natureza. Após cerca de sete horas de caminhada e aproximadamente 25 quilĆ“metros percorridos, a turma retorna a IbicaraĆ.
O cansaço é inevitÔvel. Alguns chegam exaustos, outros com pequenos machucados, mas todos carregando a mesma sensação: satisfação plena e o desejo de viver tudo novamente.
E como toda boa aventura deixa saudade, o grupo jĆ” tem um novo destino em mente: o BalneĆ”rio de Gilson, na regiĆ£o do Luxo/JacarandĆ”. Agora, Ć© só definir a data para mais um capĆtulo dessa história.
O sentimento que fica Ć© de contemplação e gratidĆ£o, a Deus e a cada aventureiro que aceitou o desafio de viver essa experiĆŖncia intensa e inesquecĆvel.
Arnold Coelho
Feliz e agradecido










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