Para procurador-geral interino, líder do governo no Senado e filho receberam vantagem indevida

O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, disse nesta quarta-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal que documentos e provas obtidos pela Polícia Federal permitem concluir, “além de qualquer dúvida razoável”, que houve recebimento de vantagens indevidas pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e seu filho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE).
As vantagens estariam relacionadas às obras do canal do Sertão e da transposição do Rio São Francisco, ligadas ao Ministério da Integração Nacional, comandado por Fernando Bezerra Coelho no governo Dilma Rousseff.
Em operação realizada na semana passada e autorizada pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal fez buscas nos gabinetes dos dois parlamentares, da liderança do governo e também na casa do deputado, onde apreendeu cerca de R$ 120 mil, em moeda estrangeira e nacional. Pai e filho são suspeitos de ter recebido R$ 5,5 milhões em propinas de empreiteiras.
O senador e o filho negam as acusações. Nesta quarta, em nota, a defesa afirmou que a manifestação da PGR "não justifica a ilicitude da operação de busca e apreensão". Em outra nota, na terça (24), o advogado André Callegari classificou o relatório da Polícia Federal como "açodado" e "repleto de ilações" (leia as íntegras das duas notas ao final desta reportagem).

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