Primeiro indicado de Bolsonaro, Nunes Marques toma posse como novo ministro do STF

 


Primeiro indicado do presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques assumiu nesta quinta-feira (5) a cadeira de ministro da Corte.


Nunes Marques, como será chamado no STF, substitui o ministro Celso de Mello, que se aposentou após 31 anos no STF. O tribunal é composto por 11 ministros.


A cerimônia foi rápida — durou 15 minutos — e restrita em razão da pandemia do novo coronavírus. Compareceram o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP).


Entre os ministros do Supremo, estavam presentes Luiz Fux, presidente do tribunal, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.


Nunes Marques foi conduzido ao plenário pelo ministro mais antigo presente à sessão, Gilmar Mendes, e pelo mais recente, Alexandre de Moraes. Em seguida, prestou o compromisso de posse como ministro do STF.


O decano Marco Aurélio Mello, mais antigo ministro do tribunal, avisou que acompanharia a posse à distância, por pertencer ao grupo de risco da Covid-19.


Em razão da pandemia de coronavírus, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, afirmou que a cerimônia de posse “não comporta discursos”.

Fux somente desejou que Nunes Marques seja “muito protegido nessa nova missão” e afirmou que o novo ministro preenche todos os requisitos para assumir a cadeira: "reputação ilibada, notório saber jurídico pelo currículo, conhecimento enciclopédico e, acima de tudo, independência”.

Aprovação pelo Senado

A indicação de Kassio Nunes Marques foi aprovada em 21 de outubro pelo plenário do Senado, por 57 votos a 10. Antes, foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.


Nunes Marques, como será chamado na Corte, tem 48 anos e poderá permanecer no STF até 2047, quando completará 75 anos – idade pela qual os ministros se aposentam de forma compulsória, pela regra atual.


Natural de Teresina (PI), foi advogado por 15 anos, fez parte da Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí e também foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do estado.


Desde 2011, era um dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), cuja sede fica em Brasília. Ele foi escolhido para o tribunal pela então presidente Dilma Rousseff e ingressou na Corte na cota de vagas para profissionais oriundos da advocacia.

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