Após polêmica do leite condensado, Portal da Transparência do governo sai do ar

 


Depois da polêmica envolvendo a lista bilionária de compras da gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), o Portal da Transparência do governo federal saiu do ar na noite desta terça-feira (26). De acordo com o apurado pelo portal Metrópoles, órgãos do executivo pagaram R$1,8 bilhão em alimentos.


Alguns valores repercutiram durante todo o dia entre os opositores de Bolsonaro. Em especial, o gasto de mais de R$ 15 milhões em leite condensado, chegou a ficar horas entre os assuntos mais comentados no Twitter.



Destacou-se o valor “absurdo” da unidade da lata do produto: R$ 162 reais cada uma. O valor de R$ 15 milhões equivale a 7.200 latas por dia.


Até às 7h30 desta quarta-feira (27), o portal ainda estava fora do ar. O governo ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.


PSOL aciona PGR


O deputado David Miranda (PSOL-RJ) protocolou uma ação pedindo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, investigue o gasto de R$ 1,8 bilhão do governo federal em alimentos e bebidas no ano de 2020, um aumento de 20% em relação a 2019.


O parlamentar solicita que o órgão apure os fatos e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. Também assinam o documento as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA).


O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ameaçou entrar na Justiça para cobrar explicações sobre os “gastos absurdos”.


"Entrarei na justiça para pedir explicações sobre os gastos absurdos do Bolsonaro! Mais de R$ 15 milhões em Leite Condensado e Chiclete com dinheiro público? Isso é corrupção!", escreveu em uma rede social.

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