Vilas-Boas nega disputa da Bahia com governo federal por protagonismo em vacinação

 


por Jade Coelho / Bruno Luiz

Vilas-Boas nega disputa da Bahia com governo federal por protagonismo em vacinação
Foto: Max Haack / Ag. Haack/ Bahia Notícias

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, rechaçou a possibilidade de o governo do Estado travar disputa com o governo federal pelo protagonismo da campanha de vacinação contra a Covid-19, iniciada nesta terça-feira (19) em solo baiano.

 

A guerra política em torno da vacina tem como principais combatentes Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria. Nesta segunda (18), o presidente da República disse que a Coronavac, imunizante produzido pela fabricante chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, “é do Brasil, não é de nenhum governador” (veja aqui). 

 

A fala foi em referência ao fato de Doria ter iniciado a vacinação antes do governo federal. No domingo, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial do imunizante, o governo paulista aplicou a primeira dose da Coronavac em uma profissional de saúde. Isso frustrou os planos da gestão Bolsonaro, que pretendia começar a campanha nesta quarta (20), simultaneamente, em todo o país. O fato também deu protagonismo a Doria, principal adversário político do presidente, na corrida pela vacina.

 

Segundo Vilas-Boas, que tem um contrato para adquirir a vacina russa Sputnik V, as ações do estado visam a prevenção, e não a disputa com o governo federal. 

 

“Eu refuto qualquer tentativa de disputa política. Estamos trabalhando nisso desde agosto. Eu assinei o memorando de entendimento com os russos em agosto. Nós compramos as seringas, agulhas e freezeres no ano passado. A logística foi feita com muita antecedência. Eu sabia que ia faltar agulha, que ia faltar vacina. O governador Rui Costa esteve à frente dos problemas, O governo está agindo de forma responsável e preventiva”, defendeu, em entrevista nesta manhã, durante evento de aplicação das primeiras doses da Coronavac em baianos, realizado no Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador (veja como foi a vacinação aqui).

 

O secretário ainda justificou a estratégia de vacinar apenas 180 mil pessoas do grupo de risco para Covid-19, devido à falta de doses suficientes para imunizar toda a população prioritária. Com isso, metade das 376 mil vacinas enviadas ao estado pelo Ministério da Saúde será guardada para aplicação da segunda dose.

 

“A pior coisa seria distribuir pra 370 mil pessoas e descobrir, daqui a um mês, que não terá segunda dose. Vamos com calma, a posição mais cautelosa que temos é essa. Vamos guardar, por precaução, metade das doses. Se, daqui a um mês descobrirmos que temos doses suficientes, chamamos mais pessoas”, explicou.

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