Divergências com Bolsonaro sobre condução da pandemia inviabilizam nome de Ludhmila para a Saúde

 Por Gerson Camarotti  

Comentarista político da GloboNews, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e apresentador do GloboNews Política. É colunista do G1 desde 2012



Desde a noite de domingo (14), autoridades de Brasília já reconheciam que tinha ficado inviabilizado o nome da doutora Ludhmila Hajjar para o Ministério da Saúde.


Políticos próximos à cardiologista e com trânsito com o presidente Jair Bolsonaro tentavam, na manhã desta segunda-feira (15), reverter a situação. Para eles, a ida de Ludhmila para o ministério daria uma guinada no combate à pandemia.


No entanto, a percepção é que na conversa entre ela e Bolsonaro, mais cedo no domingo, houve mais divergências do que consensos, inclusive em relação ao uso de medicações como cloroquina (defendido por Bolsonaro) e a necessidade de isolamento social (criticada por Bolsonaro).


Segundo relatos, o único consenso entre os dois foi em relação à necessidade de vacinação em massa.


Diante da conversa, interlocutores de Ludhmila e do próprio presidente já avaliam que Bolsonaro vai buscar outras alternativas para substituir o ministro Eduardo Pazuello.


Ao mesmo tempo, houve mal-estar causado pelos ataques especulativos de bolsonaristas em redes sociais contra Ludhmila, inclusive publicando uma live que a médica fez com a ex-presidente Dilma Rousseff. Mesmo assim, no núcleo do governo, a percepção é que Pazuello precisa ser trocado rapidamente, já que ele perdeu a função de ser uma espécie de escudo, anteparo, do presidente.


A queda da aprovação de Bolsonaro já preocupa o núcleo mais próximo do Planalto e é atribuída ao desempenho sofrível de Pazuello na gestão da Saúde durante a pandemia.


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