Em carta à OCDE, 61 entidades criticam políticas do governo Bolsonaro

 


61 entidades brasileiras enviaram, na manhã desta quarta-feira (12), uma carta ao novo secretário-geral nomeado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, criticando as políticas ambientais, de direitos humanos e de enfrentamento à pandemia do governo Jair Bolsonaro.


No texto, as entidades – entre ONGs, associações e redes – pedem que essas políticas sejam consideradas caso o Brasil inicie um processo de entrada na OCDE. A organização reúne 37 países e fazer parte dela tem sido meta do governo desde o primeiro ano do mandato de Bolsonaro, em 2019.


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"As atuais políticas ambientais e de proteção de direitos humanos são incompatíveis com o que se espera de um país membro da OCDE e devem ser levadas em consideração num eventual processo de acessão do Brasil à organização", dizem as entidades na carta enviada ao novo secretário-geral nomeado.

O texto afirma que um "voto de confiança ao governo brasileiro neste momento passaria um duro recado àqueles que atualmente lutam pela defesa e pela garantia de direitos no país" e "perpetuaria a situação de ofensa às normas internacionais sobre a proteção do Clima, como o Acordo de Paris".


O novo secretário, Mathias Cormann, assumirá o cargo de chefe da OCDE em 1º de junho, no lugar de Angel Gurría.


Entre as organizações que assinam a carta estão a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Comissão Pastoral da Terra, a Conectas Direitos Humanos, o Greenpeace Brasil e o Observatório do Clima. (Veja a íntegra da carta e a lista completa ao final desta reportagem).

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