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Bolsonaro não está em silêncio: inconformado com derrota, faz barulho ao não condenar atos antidemocráticos

 


O presidente Bolsonaro (PL) não está em silêncio – tampouco nega a aliados a vitória de Lula nas urnas no domingo (30). Ele está inconformado ao perder pela primeira vez desde que disputou uma eleição para vereador nos anos 1990.


Nas palavras de auxiliares políticos, Bolsonaro está “inconformado” com a derrota – deixou isso claro na segunda-feira (1º) na reunião no Palácio da Alvorada com ministros e auxiliares. O presidente busca culpados para sua demissão nas urnas no domingo – mas em momento algum, ontem, cogitou não reconhecer o resultado.

O que Bolsonaro quer é mais tempo como “presidente do caos”, ao se omitir diante de mais um tumulto – como os bloqueios antidemocráticos nas rodovias – sem condenar ou repreender apoiadores bolsonaristas que estão nas estradas também inconformados com a democracia.

Em grupos de WhatsApp com militares aposentados e integrantes do governo, circulam mensagens de bolsonaristas comemorando os bloqueios que atrapalham a vida da população.


Bolsonaro tem como aliado no seu roteiro Anderson Torres e Augusto Heleno, por exemplo.

Mas não conta com Centrão. Apenas radicais. Bolsonaro tentou todo tipo de bala de prata na reta final da campanha já que foi atropelado pela granada de Roberto Jefferson (PTB) e pela arma de Carla Zambelli (PL-SP) – o que o irritou. Até os 45 minutos do segundo tempo, Bolsonaro tentou uma última cartada: no domingo, com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) – aparelhada por bolsonaristas como o diretor-geral, Silvinei Vasques –, uma ação orquestrada e planejada tendo o ministro da Justiça, Anderson Torres, como aliado.


O bloqueio de domingo foi um tiro no pé, como avalia a campanha do PT, já que a tentativa de evitar que os nordestinos fossem votar não surtiu efeito – como mostra a vitória avassaladora de Lula na região.


Sem obter êxito na reta final do segundo turno, Bolsonaro sabe que foi derrotado, mas não se conforma: ainda no domingo, buscou saber se a fiscalização de militares nas urnas do segundo turno havia encontrado algo, quando foi informado de que não, de que tudo estava correto por seus subordinados, Bolsonaro foi dormir. Na segunda (31), ao acordar, iniciou o processo da sua transição particular: tentar prorrogar seus últimos dias na presidência fazendo o que sabe de melhor: muito barulho sob o signo do caos.


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