A Neoenergia Coelba anunciou, nesta quarta-feira (13), um novo ciclo de investimentos bilionários para a rede de distribuição de energia elétrica na Bahia. O anúncio ocorre poucos dias após o Ministério de Minas e Energia assinar a prorrogação antecipada do contrato de concessão da distribuidora até 2057.
A renovação foi oficializada na última sexta-feira (8), e, segundo a companhia, é resultado de um processo de avaliação conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável por definir metas e critérios de qualidade para as distribuidoras do país.
Conforme a Neoenergia Coelba, todos os requisitos previstos no decreto federal que rege a renovação foram cumpridos integralmente.
Em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (13), no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador, o então diretor-presidente da empresa, Thiago Guth disse que os critérios estabelecidos pela Aneel para a renovação do contrato eram aplicados a todas as distribuidoras do país e levavam em consideração indicadores de qualidade do serviço, cumprimento de metas de investimento e sustentabilidade econômico-financeira das empresas.
“Nós cumprimos essas metas de qualidade e também atendemos às exigências relacionadas aos investimentos e à saúde financeira da companhia”, afirmou Thiago.
O montante de R$ 24,7 bilhões será investido entre 2026 e 2030 da seguinte forma:
Aumento da capacidade energética - R$ 7 bilhões
Melhoria da qualidade - R$ 5,8 milhões
Novas ligações - R$ 9,2 milhões
Tecnologia e infraestrutura operacional - R$ 2,7 bilhões
A companhia informou que haverá modernização e expansão do sistema elétrico que atende o carnaval de Salvador. Os circuitos oficiais receberão infraestrutura e serão construídos cerca de 10 km de rede elétrica, incluindo trecho subterrâneo nos circuitos e nas áreas adjacentes.
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Uma das prioridades do novo ciclo de investimentos será o litoral baiano, que receberá um conjunto estratégico de obras na rede elétrica.
Entre outras melhorias, os recursos serão aportados na construção ou ampliação de 126 subestações elétricas e implantação de 44.717 km de linhas de alta e média tensão.
Segundo ele, o novo contrato de concessão tem como exigências:
Redes mais resilientes, digitalizadas e inteligentes;
respostas mais rápidas a eventos climáticos extremos;
expansão da rede em áreas mais demandantes.


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