Por apoio, Centrão cobra entrega do Ministério da Saúde

 


Partidos do chamado Centrão têm discutido com o Palácio do Planalto uma minirreforma ministerial após o resultado da eleição da presidência da Câmara e do Senado, que acontece na segunda (1º).


Na mesa, estão os pedidos para que os partidos ocupem os ministérios da Saúde e da Cidadania e a recriação do Ministério do Desenvolvimento e Indústria.

Segundo o blog apurou, o governo avalia conceder os três pedidos aos partidos que dão sustentação aos candidatos apoiados pelo governo – Arthur Lira (PP-AL), que disputa a presidência da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tenta o comando do Senado. O que sofre mais resistência do governo, até aqui, é o caso do Ministério da Saúde.


Nos bastidores, é dado como certo que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, vai ser desalojado para que algum partido ocupe a pasta, que é uma vitrine social por cuidar do Bolsa Família. A pasta pode ir para o Republicanos ou para o Progressistas.


Onyx, no entanto, não ficará desamparado. Deve ser reacomodado na chamada cozinha do Palácio do Planalto, por ser leal ao presidente.


Outro cargo que é alvo de cobiça dos parlamentares é o Ministério da Saúde. Auxiliares do presidente que são militares defendem a permanência do atual titular da pasta, Eduardo Pazuello, mas a ala política acha que ele precisa sair, após a sucessão de erros na condução da pandemia e o aumento do desgaste da imagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Por isso, esse grupo apoia a troca de Pazuello por um nome político, como é o caso do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Bolsonaro, no entanto, gosta de Pazuello – e ala que defende o atual ministro da Saúde avalia que ele funciona como uma blindagem para o presidente, inclusive em casos de eventuais responsabilizações. Mesmo assim, partidos do Centrão prometem insistir na vaga.


Também está em negociação a recriação do Ministério do Desenvolvimento e Indústria. O governo estuda entregar o cargo para o Republicanos.


Líderes partidários ouvidos pelo blog afirmam que o novo desenho da Esplanada vai ser definido a partir de terça-feira (2).


O governo conta com a eleição de Lira na Câmara e de Pacheco no Senado para garantir a sua sobrevivência política e barrar, por exemplo, matérias negativas ao governo em diferentes áreas e um eventual processo de impeachment.

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