Delegado que apura interferência de Bolsonaro na PF mira diretor-geral

 


O delegado Felipe Leal, que conduz as investigações sobre suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, está apurando atos administrativos do chefe da corporação, o diretor-geral Paulo Maiurino.


Leal vai analisar os atos administrativos do diretor-geral que levaram à troca de delegados que atuaram em investigações envolvendo Ricardo Salles , ex-ministro de Meio Ambiente, que sempre atuou alinhado com o presidente .


A informação foi revelada pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmada pela Globonews.


Até agora o diretor-geral não figura na lista de investigados. São os atos dele que passaram a virar foco e , a partir disso, é que o delegado vai decidir se há indícios e quais medidas serão tomadas.


Os atos que estão na mira do inquérito são: a troca do delegado Alexandre Saraiva após investigação que teve como alvo Ricardo Salles; e a não promoção de um outro delegado, Franco Perazzoni, que também investigou Salles.

'Situação delicada’

Maiurino foi nomeado diretor-geral da PF em abril deste ano com apoio de ministros do STF, já que era secretário de segurança da Corte antes do cargo. Mas segundo fontes ouvidas pela Globonews, com os ataques de Bolsonaro ao STF, Maiurino passou a ficar em ‘situação delicada’ .

A avaliação é que, além de estar no meio do ataque, o presidente também não está satisfeito com sua gestão. Maiurino não tem perfil de defesa aberta do presidente nem de seus filhos , e também de suas teses, como a defesa do voto impresso.


Ainda não há definição sobre a situação de Maiurino, nem se ele será trocado, ou se trata-se somente de uma fase delicada de sua gestão.

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